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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Para concluir exames, Jobson chega uma hora atrasado, mas treina bem

Reintegrado ao elenco, atacante arrebenta na atividade. Herrera, que está na Argentina, é esperado pela comissão à tarde, para coletivo no Engenhão
Jobson no treino do Botafogo (Foto: Thales Soares / Globoesporte.com)
O treino do Botafogo começou na manhã desta quarta-feira sem a presença de Jobson. O atacante desfalcou o grupo para concluir a bateria de exames clínicos e cardiológicos da pré-temporada e foi liberado. Uma hora depois do início da atividade, ele apareceu em campo e participou até o fim, mostrando seu arsenal de dribles e fazendo gols na movimentação, que priorizou o setor ofensivo.
Os testes médicos já foram feitos com os outros jogadores. Jobson foi o último a ser chamado devido à combinação de agenda com o tratamento psicológico que vem desenvolvendo desde que voltou ao clube, reintegrado em última chance de deixar o passado de indisciplina para trás. O jogador ainda cumpre suspensão por doping e só poderá atuar a partir de 6 de março.
Além de Jobson, Herrera também não compareceu ao treino, mais uma vez. O argentino tem previsão de volta de seu país nesta quarta-feira, após quatro dias ausente para resolver problemas particulares com a família. Ambos, porém, são esperados no turno da tarde para participarem dos exercícios orientados pela comissão técnica, que comandará um coletivo no Engenhão.
No sábado à noite, o Botafogo viaja para Saquarema, onde encara o Boavista no domingo, em jogo-treino. Ao longo da semana, encerra a pré-temporada de olho na estreia do Carioca, dia 22, no Engenhão, contra o Resende.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Loco Abreu e Herrera estão perto de se tornarem brasileiros no papel

Uruguaio e argentino contam com processos de naturalização em andamento. Assim, Botafogo poderia contratar mais três estrangeiros

Loco Abreu homenagem Alerj (Foto: Fred Huber / Globoesporte.com)
O Botafogo tem usado estrangeiros em seu elenco com frequência. E, para este ano, poderá aumentar esse número. O argentino Herrera e o uruguaio Loco Abreu estão próximos de se tornarem brasileiros. Com a confirmação dos processos de naturalização, o clube teria a possibilidade de contratar mais três jogadores do exterior. Um dos nomes da lista de possíveis reforços é o do chileno Rojas, da Universidad de Chile, que atua como zagueiro ou lateral-esquerdo.
Loco Abreu deu entrada em novembro no processo. Apesar de estar há menos de quatro anos no Brasil, uma brecha na lei permitiu ao uruguaio pleitear a naturalização. O artigo 113 do Estatuto do Estrangeiro diz que o prazo pode ser reduzido para dois anos caso seja recomendável por sua capacidade profissional, científica ou artística.
No fim do ano passado, Loco recebeu os títulos de cidadão honorário da cidade e do estado do Rio de Janeiro, entregues pela Câmara dos Vereadores e pela Assembleia Legislativa, respectivamente, que não possuem qualquer valor legal. Ainda assim, são pontos a favor do jogador, que podem ajudar a ter seu pedido respondido ainda em janeiro.
A naturalização de Loco daria ao Botafogo a chance de prorrogar o próximo contrato do jogador, que iria até o fim de 2013, para agosto de 2014, depois da Copa do Mundo no Brasil. Hoje, como estrangeiro, só pode ter vínculo de até dois anos. Seu primeiro compromisso com o clube foi de janeiro de 2010 a dezembro de 2011.
A intenção de Loco não é apenas esportiva, mas para o futuro pessoal, já que pretende jogar no Botafogo até 2014. Como brasileiro, ele teria facilidades com as quais não conta como estrangeiro em compra de bens e para a vida de sua família e filhos.
No caso de Herrera, que tem contrato até maio deste ano, a situação é mais simples. Ele e sua mulher, Jaquelina, tiveram deferido o processo de permanência com base em prole no dia 8 de novembro de 2011, já que Abril, filha do casal, nasceu em São Paulo no dia 23 de março de 2008, o que lhes dava esse direito. Como já mora no Brasil desde 2008 e tem uma filha brasileira, o pedido de naturalização será atendido prontamente.
Recentemente, o Botafogo teve mais dois uruguaios em seu elenco. O goleiro Castillo defendeu o clube em 2008 e 2009. Já o volante Arévalo fez apenas 17 jogos e pediu para ser liberado por problemas de adaptação.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Surpreendido, Alessandro desabafa: ‘Dei a cara muitas vezes. Não merecia’

 
Lateral-direito fala sobre a saída inesperada do clube e condena justificativa do vice de futebol André Silva: ‘Não foi por causa da torcida’
alessandro ex-botafogo coletiva (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)
Alessandro não esperava receber um adeus do Botafogo agora. Apesar do término do contrato, havia um termo de compromisso firmado por ele que previa a renovação por mais duas temporadas. A assinatura do presidente Maurício Assumpção, no entanto, não foi para o papel, e o jogador ouviu da diretoria a decisão de dispensá-lo. A relação conturbada com a torcida foi apontada pelo clube como determinante no seu caso.

Na manhã desta terça-feira, o lateral-direito convocou a imprensa para uma entrevista coletiva. No salão de festas do prédio onde vive, em Niterói, falou pela primeira vez sobre a saída do Alvinegro. Mostrou-se surpreso, chateado e contestou a justificativa do clube.

- Em 16 de outubro, o Anderson (Barros, gerente de futebol) me chamou, queria renovar meu contrato por mais dois anos. Eu assinei esse termo de compromisso, e só faltava a assinatura do presidente. Os dias foram passando, não peguei a cópia do contrato, até porque acreditava nas pessoas. Para minha surpresa, quando entrei de férias, o Anderson me chamou para uma reunião falando que o Botafogo não contava mais comigo para o ano que vem. Me pegou um pouco de surpresa, as pessoas sabem da minha importância ali dentro, mas infelizmente não vai dar para permanecer. Acho que não tem nada a ver com desgaste de torcida, não era o problema. Fico um pouco chateado, acho que não merecia passar por isso, confiei nas pessoas ali dentro, não foram corretos comigo nessa parte. Quando assinei esse termo de contrato, acabei planejando a vida toda, envolve a família, os filhos. Se não quisessem a permanência, eles não me chamariam, e eu seguiria a minha vida. Mas a gente tem que aceitar, não são obrigados a ficar comigo.

Em pouco mais de meia hora de entrevista, Alessandro quase não sorriu. Quando o fez, foi discreto. Sair do clube desta maneira não estava nos planos. De meados de 2007 até o fim de 2011, foram 241 jogos, sendo 206 como titular, e 14 gols. Títulos? Só um. O Carioca de 2010. Críticas? Muitas. Aos 34 anos, sofreu nos últimos tempos com a falta de empatia com os torcedores. Quando a equipe ia mal em campo, era quase sempre o primeiro a ser vaiado.

- Alegaram que havia oposição lá dentro, mas quem manda no clube é o presidente. Eles têm de dizer a razão para vocês (jornalistas). Fico chateado pela maneira como as coisas foram conduzidas. O único que demonstrou que queria que eu ficasse no clube foi o Anderson Barros. O presidente e o vice-presidente não queriam a minha permanência. Vi uma declaração do André Silva dizendo que era por conta da relação com a torcida, mas acho que ele foi infeliz. Não foi a torcida. Terminei o ano bem com a torcida. Saio na rua e encontro torcedores que estão tristes com a minha saída. Dei a cara muitas vezes nos momentos difíceis por ser um dos mais experientes. Não merecia isso. É um momento de tristeza, mas fico feliz por saber o quanto fiz pelo Botafogo.

Alessandro assegura que não está magoado com os dirigentes, mas ao mesmo tempo é crítico. Acha que virou bode expiatório.

- Talvez eles (dirigentes) não sejam tão fortes, não estejam tão preparados para superar essa pressão do clube. Creio que estão procurando ver o lado deles também. Com certeza dá um pouco de alívio (a saída do jogador). Talvez minha situação poderia ter sido diferente em caso de vaga na Libertadores ou título. Mas minha permanência não estava condicionada a isso. Isso não estava no meu contrato.

Segundo o lateral, não houve interferência do técnico Oswaldo de Oliveira, que ainda vai assumir o clube, na decisão.

- Não tem, não. Até porque meu empresário (Frederico Moraes) tem boa relação com o Oswaldo. Ele conversou com o Oswaldo, que disse que confiava em mim, que contava comigo. Se fosse problema, ele falaria que não queria. Não é problema do treinador.

A partir de agora, depois do desabafo, Alessandro vai pensar no futuro. Ele diz que algumas propostas de clubes brasileiros já estão nas mãos do seu empresário. O destino ainda é incerto, mas o ex-camisa 2 alvinegro sai do Bota de cabeça erguida.

- Levo muita coisa positiva. O Botafogo me fez crescer muito na profissão, me fez crescer como jogador, como ser humano. Ninguém queria passar pelo que passei aqui dentro. Superei muita coisa. De negativo, levo os momentos em que me dediquei em campo e os torcedores vaiaram. Isso foi uma coisa que me deixou chateado, mas consegui superar isso. É muito difícil jogar no Botafogo, tem que ter muita personalidade. Nunca deixei de ter, vou levar para o resto da minha vida. Isso eu não vou esquecer, só me deu força para superar as dificuldades.

O jogador conta que pensou em deixar o clube em abril, depois da recepção hostil dos torcedores no Rio com a eliminação precoce da equipe na Copa do Brasil.

- Naquele episódio no aeroporto, cheguei a falar na imprensa que seria meu último ano, que cumpriria meu contrato. Mas as coisas foram mudando, o vento foi soprando a meu favor, a equipe começou bem o Brasileiro, pintou a possibilidade de renovação, fiquei bastante feliz e passei a pensar em encerrar a carreira mesmo no clube. Mas as coisas não deram certo. É levantar a cabeça e vida que segue bola para frente. O Botafogo não será o último clube na minha carreira, não vou parar por causa disso.

Na saída, Alessandro também comentou o fim de ano melancólico do Botafogo. De candidato ao título, o time encerrou a temporada como único carioca fora da zona de classificação para a Libertadores. Ele negou qualquer tipo de problema de relacionamento entre os jogadores ou do grupo com o ex-técnico Caio Júnior, mas disse que faltou comprometimento de alguns companheiros.

- Erramos quando não poderíamos errar, miramos muito o título, tivemos possibilidade de serem líderes várias vezes, mas quando não tínhamos mais chances de conquistar o Brasileiro relaxamos e ficamos até fora dos Libertadores. Alguns jogadores se comprometeram mais, outros menos. Mas isso é de cada um. Precisávamos de mais comprometimento. A gente via jogadores desanimados quando a equipe não podia mais ser campeã. Faltou ânimo, alegria.
alessandro ex-botafogo coletiva (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Renato M. Prado é contra paralisação do Brasileiro para excursão de clubes

Dentre as mudanças no calendário brasileiro em 2013 está prevista a paralisação do Campeonato Brasileiro para que os clubes possam disputar torneios no exterior. Um pedido das entidades acatado pela CBF com o objetivo de torná-los conhecidos fora do continente, além de reforçar o caixa. A proposta não agradou ao comentarista Renato Maurício Prado, que participou do "Redação SporTV" desta quinta-feira.

- Acho absolutamente sem sentido. E continua o problema de datas com a Seleção Brasileira. Existe anti-clímax maior do que esse, parar o campeonato? Esse pedido é uma bobagem dos clubes. A gente sabe como eles são administrados. Basta ver as dívidas de cada um.

André Rizek lembrou da importância dada pelo presidente do Internacional, Giovanni Luigi, do torneio disputado pelo clube na Alemanha, este ano, com Milan, Bayern de Munique e Barcelona. O torneio foi realizado durante o Campeonato Brasileiro. Para Renato Maurício Prado, apenas os principais clubes vão tirar proveito da medida:

- Quantos clubes você acha que vão excursionar? Quatro, cinco, seis? O Campeonato Brasileiro tem 20 clubes. Agora, vai ser com o Troféu Ramón de Carranza e Teresa Herrera que eles vão resolver a vida...

Cortês volta ao time após ser barrado contra o Atlético-MG

Antônio Carlos não treina com titulares e chance de encarar o Fluminense, neste domingo, são pequenas

O treino técnico do Botafogo desta quinta-feira trouxe apenas uma novidade em relação ao time que foi goleado pelo Atlético-MG na última rodada. Cortês está de volta ao time titular depois de ser barrado do jogo contra o Galo. O jogador reassume a lateral esquerda no lugar de Everton, que está suspenso. Felipe Menezes segue como titular no meio ao lado de Elkeson e Maicosuel.

A principal baixa da atividade foi o zagueiro Antônio Carlos. Se recuperando de uma lesão na coxa direita, o jogador treinou à parte o preparo físico. As chances de enfrentar o Fluminense, neste domingo, são pequenas, mas o jogador será reavaliado nesta sexta. Lucas e Marcio Azevedo, que também se recuperam de lesões, também não participaram dos exercícios com o restante do grupo.

O Botafogo se prepara para encarar o Tricolor, neste domingo, em Volta Redonda. O Glorioso precisa vencer o jogo, que tem início às 17h (horário de Brasília), para sonhar com a Libertadores. Além de ganhar a partida, o time alvinegro tem de torcer contra Coritiba, São Paulo, Inter e Figueirense.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

No ‘jogo pelo avesso’, América-MG e Bota lutam por sonhos diferentes

Em má fase, Glorioso precisa vencer para continuar firme na luta por vaga na Libertadores. Em alta, Coelho pode até ser rebaixado em caso de derrota
América-MG e Botafogo fazem, nesta quarta-feira, um duelo curioso. Ao contrário do que seria de se esperar, a equipe que figurou sempre entre os últimos, está em alta, enquanto o time que esteve sempre entre os primeiros está à beira da crise. Décimo nono colocado, o Coelho vive boa fase após as vitórias sobre Corinthians e Fluminense, mas pode até terminar a rodada rebaixado. O Botafogo, quinto colocado, está em péssimo momento, com quatro derrotas em cinco jogos, e precisa dos três pontos para seguir na luta por uma vaga na Libertadores. O jogo será disputado na Arena do Jacaré, a partir das 20h30m (horário de Brasília).
Depois de conquistar seis pontos contra dois postulantes ao título, o América-MG quer aprontar de novo para ainda sonhar com a permanência na primeira divisão. Até porque uma derrota pode rebaixar a equipe, que tem 31 pontos na tabela. Caso o Botafogo saia vencedor do confronto, o América-MG terá que torcer para o Cruzeiro, que tem 37 pontos, não vencer o Avaí e o Atlético-MG, que tem 39, não empatar com o Coritiba.

Por sua vez, o Botafogo, quinto colocado com 55 pontos, precisa da vitória não só para seguir no grupo que se classifica para a Libertadores, mas para ganhar moral na reta final. Os resultados recentes deixaram a torcida desconfiada do potencial da equipe e um bom resultado pode fazer com que na partida seguinte, contra o Inter, o apoio seja maior.

sábado, 29 de outubro de 2011

Em ‘jogo da verdade’, Botafogo e Cruzeiro se enfrentam no Engenhão

Enquanto Glorioso quer seguir na briga pelo título, Raposa espera provar que vitória no último jogo, contra o Atlético-GO, não foi apenas fogo de palha. 

Botafogo e Cruzeiro entram em campo neste sábado para um jogo da afirmação para ambos. Enquanto o Glorioso busca os três pontos para provar que segue como um candidato ao título do Campeonato Brasileiro, a Raposa quer a vitória para comprovar que os três pontos sobre o Atlético-GO, na última rodada, na Arena do Jacaré, não foram apenas fogo de palha, e que o time realmente reencontrou o caminho para fugir do perigo do rebaixamento. A partida  será disputada no estádio Engenhão, a partir das 18h (de Brasília).

O Cruzeiro nunca venceu no estádio. A propósito, esta será a quinta vez que as equipes se enfrentam no Engenhão. Nos primeiros quatro jogos, todos por Brasileiros, foram duas vitórias botafoguenses (4 a 1, em 2007, e 1 a 0, em 2008) e dois empates (1 a 1, em 2009, e 2 a 2, em 2010). O tabu é bastante favorável ao Botafogo. Nas últimas noves vezes em que recebeu o Cruzeiro no Rio de Janeiro, os cariocas venceram cinco, e houve quatro empates.
Terceiro colocado, com 52 pontos, o Botafogo teve duas chances de se tornar líder do Campeonato Brasileiro, mas foi derrotado por Santos e Avaí fora de casa. Agora, quer aproveitar a força de sua torcida no Engenhão para se reaproximar do Vasco. Por sua vez, o Cruzeiro segue namorando perigosamente a zona de rebaixamento. Com 34 pontos, a Raposa está em 15º lugar, a apenas dois pontos da zona da degola.

As escalações:

Botafogo: o técnico Caio Júnior não fez mistério e divulgou a equipe que entra em campo neste sábado. O time titular terá: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Lucas Zen, Renato, Maicosuel e Elkeson; Herrera e Loco Abreu.
Cruzeiro: ao contrário das últimas partidas, o técnico Vágner Mancini não escondeu a escalação, apesar de não confirmar a equipe. Ele adiantou que o zagueiro Léo atuará como lateral-direito, por conta o mau momento do ex-titular Vítor. O ataque, que desencantou na vitória sobre o Atlético-GO, na última rodada, com Anselmo Ramon e Farías, será mantido. O volante Charles, recuperado de estiramento da coxa direita, também vai para o jogo. A Raposa será formada por Fábio; Léo, Victorino, Naldo e Diego Renan; Marquinhos Paraná, Charles, Roger e Montillo; Anselmo Ramon e Farías.

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro